quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

As mudanças ortográficas mais ajudam que atrapalham


Queridos, hoje entra em vigor o acordo ortográfico assinado pelas oito nações que compõem a Comunidade de países de Lingua Portuguesa. Muita gente anda fechando a cara para essas novidades, principalmente em Portugal, onde, de fato, as mudanças serão maiores.

No nosso caso as novas regras tendem a facilitar a escrita, sobretudo porque extinguiu o trema, além do acento agudo dos ditongos abertos formados pelas vogais éi e ói em palavras paroxítonas. Dessa forma, palavras como ideia e heroico, por exemplo, perdem o acento agudo.

Este acento também some nas letras i e u fortes depois de ditongos, também no caso de palavras paroxítonas. Assim, Bocaiuva e feiura, por exemplo, deixam de ter acento. Também fica extinto o circunflexo nas palavras terminadas em êem e ôo (ou ôos). Enfim, regras simples, de fácil compreensão, exigindo de todos nós apenas um pouco mais de atenção no começo até elas se internalizarem e passarem a fazer parte de nosso dia-a-dia.

Confiram aqui um excelente resumo preparado pela equipe do portal G1

Essa não é a primeira vez que ocorrem mudanças ortográficas na língua portuguesa. A última grande reforma aconteceu em 1972, sabiam?

Aqui você pode conferir a cronologia das principais mudanças pelas quais a língua portuguesa passou em toda a sua história.

E, como já vem sendo costumeiro, uma música para servir de tema ao post. Chama-se Fado Tropical e fala de como, a partir da cultura lusitana, construimos, como povo, uma cultura própria.


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Para ler nas férias 3


Ou isto ou aquilo

Cecília Meireles

Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.





sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Para ler nas férias 2


DORME RUAZINHA… É TUDO ESCURO!…


Mário Quintana


Dorme ruazinha… É tudo escuro…

E os meus passos, quem é que pode ouvi-los?

Dorme teu sono sossegado e puro,

Com teus lampiões, com teus jardins tranqüilos…


Dorme… Não há ladrões, eu te asseguro…

Nem guardas para acaso perseguí-los…

Na noite alta, como sobre um muro,

As estrelinhas cantam como grilos…


O vento está dormindo na calçada,

O vento enovelou-se como um cão…

Dorme, ruazinha… Não há nada…


Só os meus passos… Mas tão leves são,

Que até parecem, pela madrugada,

Os da minha futura assombração…


Do livro: Antologia poética para a infância e a juventude, Ed. Henriqueta Lisboa, Rio de Janeiro, INL:1961.


Abaixo, uma valsinha brasileira - aqui interpretada pelo cantor Yamandu Costa - composta em 1940. A melodia é de Newton Teixeira e a letra de Jorge Faraj. Ouçam o que fazia sucesso no Brasil nessa época.






sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Para ler nas férias!

Manuel Bandeira.

Cotovia


— Alô, cotovia!
Aonde voaste,
Por onde andaste,
Que saudades me deixaste?


— Andei onde deu o vento.
Onde foi meu pensamento
Em sítios, que nunca viste,
De um país que não existe . . .
Voltei, te trouxe a alegria.


— Muito contas, cotovia!
E que outras terras distantes
Visitaste? Dize ao triste.


— Líbia ardente, Cítia fria,
Europa, França, Bahia . . .


— E esqueceste Pernambuco,
Distraída?


— Voei ao Recife, no Cais
Pousei na Rua da Aurora.


— Aurora da minha vida
Que os anos não trazem mais!


— Os anos não, nem os dias,
Que isso cabe às cotovias.
Meu bico é bem pequenino
Para o bem que é deste mundo:
Se enche com uma gota de água.
Mas sei torcer o destino,
Sei no espaço de um segundo
Limpar o pesar mais fundo.
Voei ao Recife, e dos longes
Das distâncias, aonde alcança
Só a asa da cotovia,
— Do mais remoto e perempto
Dos teus dias de criança
Te trouxe a extinta esperança,
Trouxe a perdida alegria.

Leia, ouvindo!


Get this widget | Track details | eSnips Social DNA

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A expansão territorial dos EUA no século XIX.

No século XIX, os norte-americanos acreditavam que haviam sido escolhidos por Deus para liderarem o mundo e nada, nem ninguém, poderia impedi-los. Essa crença ficou conhecida como a Doutrina do Destino Manifesto. Essa doutrina foi a razão ideológica que moveu os americanos, no século XIX, a expandirem seu território na direção oeste.


A pergunta que podemos fazer, é: por que os americanos expandiram seu território? Ou por outra: quais seriam as causas dessa expansão territorial? A resposta apresenta dois aspectos básicos:

  1. o desenvolvimento econômico dos Estados Unidos no século XIX exigia a ampliação do território;
  2. o grande contingente de imigrantes europeus que foram para a América em busca de novas oportunidades fez crescer a pressão por terras.

Em 1862, no governo Lincoln, foi aprovada uma lei que dava, àqueles que cultivassem por 5 anos,terras no oeste, o direito de possuírem 160 acres dessas terras. Essa lei, conhecida como Homestead Act, atraiu ainda mais imigrantes europeus para os Estados Unidos

.

Estes dois fatores, combinados, foram responsáveis pela expansão territorial dos Estados Unidos no século XIX.

Outra aspecto importante dessa expansão, é saber como, de que maneira, quais foram os mecanismos de conquista desses territórios. Para isso, a partir de agora, você precisa ler com calma e analisar com cuidado os mapas abaixo

Mecanismos de Conquista

a) Compra de Territórios

Pelo Tratado de Versalhes, 1783, firmado com a Inglaterra, o território dos Estados Unidos abrangia da Costa do Atlântico até o Mississipi.

No século XIX, essa realidade se altera consideravelmente. Em direção ao Oeste aparece o território da Louisiana, colônia francesa, que Napoleão Bonaparte - devido às guerras na Europa e Antilhas, Haiti - negociou com os norte-americanos por 15 milhões de dólares (1803). A Flórida foi comprada dos espanhóis, em 1819, por cinco milhões de dólares. A Rússia vendeu o Alasca aos Estados Unidos por sete milhões de dólares.

b)
Diplomacia

A anexação de Óregon - Noroeste -, colônia inglesa, região que despertou pouco interesse até 1841, foi cedida aos americanos em 1846.

c) Guerra

O Sudoeste americano pertencia ao México. A conquista desse território ocorreu através da guerra. Em 1821, os colonos americanos passaram a colonizar esse território com autorização do governo mexicano, que exigiu-lhes a lealdade e a adoção da religião católica por parte dos pioneiros. A dificuldade encontrada pelo México na consolidação do Estado Nacional refletiu-se em conflitos internos e no estabelecimento de ditaduras, como a de Lópes de Sant'Anna. Esses fatos impediram um efetivo controle sobre essa região, outrora concedida. Dessa maneira, o Texas estava fadado a compor os Estados Unidos, o que ocorreu em 1845, quando os colonos norte-americanos ali estabelecidos declararam a independência do território em relação ao México e a sua incorporação aos Estados Unidos.

A guerra estendeu-se até 1848, quando foi assinado o Tratado de Guadalupe-Hidalgo, que estabelecia o Rio Grande como linha fronteiriça entre o México e o Texas, além da cessão da Califórnia, Arizona, Novo México, Nevada, Utah e parte do Colorado aos Estados Unidos, por 15 milhões de dólares.

Em 1853, foi completada a anexação de territórios do México com a incorporação de Gadsden. Metade do território mexicano havia sido perdida para os Estados Unidos. Lázaro Cárdenas, presidente mexicano (1934-1940), em relação ao imperialismo norte-americano comentou: "Pobre México, tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos".

d)
A guerra de extermínio contra os indígenas

As maiores vítimas da marcha para o Oeste foram os indígenas. Estes encontravam-se em estágios de pouco desenvolvimento se comparados aos astecas, maias e incas, daí sua dificuldade para resistir ao domínio e força dos brancos europeus.
Os norte-americanos acreditavam que, além de serem os predestinados por Deus a ocuparem todo o território, deveriam cumprir a missão de civilizar outros povos.

As tribos do Sul, mais desenvolvidas, proporcionaram uma resistência maior à ocupação do branco. No entanto, a única opção das tribos indígenas foi a ocupação de terras inférteis em direção ao Pacífico, até o seu extermínio. Hoje, os remanescentes desses povos vivem em reservas indígenas espalhadas pelo país.


MAPA 1

A parte rosa do mapa foram as terras que a Inglaterra cedeu aos Estados Unidos através do Tratado de Versalhes, de 1783 e que reconhecia a independência do novo país. Você seria capaz de localizar o território das 13 colônias?

Mapa 2

Abaixo, você tem, por data, todas as conquistas territoriais dos Estados Unidos. Clique no mapa e observe com riqueza de detalhes.


Esse país imenso, com uma economia forte e em pleno desenvolvimento no século XIX, contudo, ainda tinha um sério problema a resolver. Os Estados Unidos apresentavam dois modelos econômicos: os estados do norte eram industrializados e usavam mã0-de-obra livre; os estados do sul, eram agro-exportadores e escravistas. Esas diferenças seriam responsáveis por uma guerra que quase dividiu o país em dois. Mas isso fica para o outro post.

sábado, 23 de agosto de 2008

Música que gosto - 2

Quando eu tinha a idade de vocês - e isso já faz tempo, queridos – costumava ir à casa de minha tia, que fica numa cidade próxima a Recife, chamada Camaragibe. Lá passava muito tempo olhando para uns quadros que decoravam a sala e ficava imaginando, observando com atenção as paisagens retratadas nos quadros, pensando: "como seria bom se eu pudesse, por mágica, transportar-me para dentro daqueles quadros." Não riam, afinal, eu não era adulto e por isso tinha todo o direito do mundo de criar minhas fantasias e meus sonhos.

Dois quadros me chamavam a atenção. No primeiro, havia uma casa grande e velha com uma escada alta, de pedra, com vários degraus e que dava acesso à porta dos fundos. Embaixo, algumas pessoas conversando no quintal enquanto galinhas ciscavam próximas a elas. O quadro parecia, ou pretendia representar, uma cena bucólica do século XVIII ou XIX. O bucolismo da cena me tocava. Eu queria estar ali, sentado num degrau da escada, observando os adultos conversando sobre assuntos “que não eram para criança”, tangendo as galinhas e, quem sabe, chupando uma manga com as mãos, sem faca, sem me preocupar com a “maneira correta de se chupar uma manga”

O outro quadro era um tanto diferente. A casa era pequena e na frente dela havia uma imensa árvore, com uma copa volumosa e um galho forte de onde pendia um balanço vazio, esperando por mim, com certeza! Ao redor, havia uma grama verdinha e ao longe um riacho que supunha gelado.

Até hoje, mesmo adulto, e sabendo de coisas sobre a vida que vocês um dia saberão, páro em frente à lojas de quadros e observo as pinturas, hipnotizado.

Não consegui encontrar na internet os quadros de minha infância, da casa de minha tia. Todavia, vou postar abaixo um belo quadro de Pierre Renoir, pintor francês do século XIX e que provoca, ao menos em mim, emoções semelhantes àquelas que sentia na "aurora da minha vida que os anos não trazem mais"


Que tal observar o quadro ouvindo Chopin?






Get this widget | Track details | eSnips Social DNA

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Gabarito da Prova

01) Tendo por base o mapa abaixo e o seu conhecimento sobre o assunto, responda:

Mapa 1




a) Sabemos que o continente americano, do ponto de vista cultural, está dividido em duas partes. O mapa que você vê acima representa qual das duas partes? (0,1)

Resposta: América Latina

b) Olhando para a configuração política do mapa acima, é possível afirmar que o bolivarismo, doutrina desenvolvida por Simon Bolívar, deu certo? Explique. (0,3)

Resposta: Um dos aspectos do bolivarismo era a unidade política da América latina. O mapa, acima, exibe o território da América Latina todo fragmentado, isto é, dividido em diversos países. Logo, o bolivarismo não deu certo.

02) Sobre o processo que provocou a independência das colônias hispano-americanas, julgue os itens abaixo e marque V para os verdadeiros e F para os falsos. (0,5)

a ( F ) Movimentos populares como o que ocorreu no México em 1810, indicam que os grupos populares do vice-reino doPrata tinham um projeto alternativo de independência, em que defendiam o fim dos tributos indígenas e a Reforma Agrária.
.

b) ( V ) O reformismo ilustrado e a invasão das tropas napoleônicas à Espanha foram fatores que ajudaram no processo de emancipação política das colônias espanholas da América.

c ( F ) Inimigos dos chapetones, todos os criollos desejam a independência de suas colônias, pois assim teriam mais chances de prosperarem economicamente porque com a independência não precisariam respeitar o pacto colonial.

d ( F) Líderes da independência da América, Simon Bolívar e José de San Martín juntaram forças e conseguiram libertar as colônias espanholas da América do sul. Ambos defendiam que as regiões, agora independentes, adotassem o regime republicano como forma de governo.

e ( V ) O modelo de revolução que agradava à elite criolla foi o da Revolução Americana. Como havia ocorrido nas Treze colônias inglesas da América do Norte, os criollos queriam a independência de suas colônias mantendo a mesma estrutura sócio-econômica, isto é, sem mudanças profundas no campo social e econômico.

02.1) Em 1823, o presidente dos Estados Unidos, James Monroe criou a famosa Doutrina Monroe. Qual o lema dessa doutrina? Explique esse lema. (0,3)

Resposta: O lema da Doutrina Monroe era: “A América para os americanos”. Com este lema, os Estados Unidos defendiam a idéia de que os assuntos do continente americano deveriam ser discutidos e resolvidos pelos próprios países da América, sem qualquer interferência de reinos europeus. Coerente com essa doutrina, os Estados Unidos foram os primeiros a reconhecer a independência das colônias ibérica da América.

03) Explique por que o território na América que pertenceu à Coroa espanhola, após a independência, fragmentou-se em diversos países? (0,4)

Resposta: A fragmentação territorial da América hispânica pode ser explicada pelos seguintes fatores:

· Divergências políticas e econômicas entre os criollos.

· Oposição da Inglaterra e dos Estados Unidos ao projeto do bolivarismo

· À divisão histórica da região em vice-reinos e capitanias gerais.


Esses fatores, combinados, explicam a fragmentação política da América espanhola



4) O mapa, acima, representa o Bloqueio Continental imposto por Napoleão a partir de 1806 na Europa com o objetivo de enfraquecer a economia britânica. Sobre as conseqüências desse bloqueio na história do reino de Portugal e de sua colônia americana, julgue os itens abaixo marcando V para os verdadeiros e F para os falsos. (0,5)

a ( F ) aliado histórico da França, o reino de Portugal, como se vê no mapa, aderiu desde o começo ao Bloqueio Continental, mas devido à crise econômica provocada pela interrupção do comércio com a Inglaterra, a Coroa portuguesa decide romper a aliança com a França. O resultado foi a invasão das tropas napoleônicas ao reino

b ( V ) Principal adversário de Napoleão na Europa, a Grã Bretanha, através de sua marinha, escolta a família real portuguesa durante a fuga para a sua colônia na América.

c ( V ) O apoio da Inglaterra à causa da independência das colônias hispano-americanas pode ser explicado pela dificuldade que o reino britânico encontrava para fazer comércio na Europa, devido ao Bloqueio Continental. A independência dessas colônias garantiria mercado para a crescente produção industrial da Inglaterra, amenizando os prejuízos causados pelo Bloqueio Continental.

d ( F ) A fuga da família real portuguesa para o Brasil inspirou-se na fuga do rei da Espanha, Fernando VII, que também foi ameaçado pelas tropas napoleônicas, para o vice-reino de Nova Espanha, na América do Norte.

e ( V ) Pressionado pela França de Napoleão e temendo perder sua mais importante colônia para a Inglaterra caso aderisse ao Bloqueio Continental, só restou ao Príncipe Regente, D João, a fuga para o Brasil.

04.1) Entre 1808 e 1810 dois importantes tratados foram assinados pelo Príncipe Regente, D João. Sobre esses dois tratados, responda:

a) Qual foi a principal conseqüência do Tratado de Abertura dos Portos assinado por D João em 1808? (0,3)

Resposta: Esse tratado deu à colônia a liberdade de fazer comércio com outras nações, desde que essas nações fossem aliadas de Portugal. Essa liberdade comercial põe fim ao Pacto Colonial, sendo esta a principal conseqüência desse tratado.

b) Escreva dois aspectos no Tratado de Comércio, Aliança e Amizade assinado em 1810 que beneficiavam a Inglaterra. (0,3)

Resposta: Os cidadãos ingleses tinham podiam professar sua fé anglicana livremente no Brasil; Não podiam, caso fossem acusados de crimes, ser julgados por um tribunal que não fosse inglês. O Tratado de Comércio concedia aos produtos ingleses importados uma alíquota de 15%, enquanto produtos provenientes de Portugal eram taxados em 16% e de outros países em 24%.


05) Qual o impacto que a cidade do Rio de Janeiro provocou na família real portuguesa assim que eles desembarcaram no porto da cidade? Em seguida, escreva três mudanças pela qual passou a cidade durante a permanência da família real. (0,3)

Resposta: As primeiras impressões não foram boas. A cidade do Rio de Janeiro, como outras cidades da colônia, apresentavam uma precária infra-estrutura com ruas estreitas e sujas. Escravos e libertos perambulavam pelas ruas; animais, como cavalos, despejavam seus dejetos na rua causando um odor fétido nas ruas e nas casas.

A ausência de atividades de lazer aos quais os nobres europeus estavam habituados, como ir ao teatro e passeios em jardins eram costumes desconhecidos dos moradores da cidade.

A presença da corte portuguesa na cidade provoca uma grande melhoria na infra-estrutura, o Príncipe Regente determina a criação da academia real de Belas Artes, do Teatro Real, da Imprensa Régia, de escolas de medicina, do Banco do Brasil e da Casa da Moeda; do Jardim Botânico e etc.








Boa Avaliação!