Para quem se interessar, o documentário abaixo pode ser útil para a nossa avaliação. Em breve, dois posts sobre Atenas.
"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo." Fernando Pessoa
segunda-feira, 19 de março de 2012
Um documentário sobre a Grécia
Para quem se interessar, o documentário abaixo pode ser útil para a nossa avaliação. Em breve, dois posts sobre Atenas.
Esparta
"This is Sparta". Esse brado famoso do cinema, atribuído ao rei Leônidas, de Esparta, diante de um mensageiro persa, querendo dizer que os espartanos eram valentes e incorruptíveis, ficou famoso. Longe da ficção dos cinemas, proponho nesse post conhecer, em aspectos gerais, a cidade de Esparta, que os antigos chamavam de Lacedemônia.
Esparta foi fundada, até onde se sabe, pelos dórios, por volta do século X a C. O local escolhido foi o sul do Peloponeso, na Lacônia, uma região bastante propícia para a agricultura, ideal para os dórios que só sabiam plantar e lutar.
Sabe-se pouco sobre a cidade. O que vai nos interessar de modo mais imediato, é falar sobre a sua organização política e social; os objetivos de sua educação e de como os espartanos se relacionavam com os gregos de outras póleis.
ORGANIZAÇÃO POLÍTICA
Esparta sempre fora uma oligarquia, sistema político em que um grupo reduzido detém o poder político. Na cidade havia dois reis (diarquia) com funções militares e religiosas. O órgão político mais importante em Esparta era a Gerúsia, um conselho de anciãos composto por 30 pessoas. Era sempre esse conselho que dava a última palavra nas decisões políticas da cidade. A assembleia popular em Esparta era a Ápela e era composta por todos os cidadãos espartanos (esparciatas) que deveriam ter, no mínimo, 30 anos. Além de discutir sobre diversos assuntos (mas não decidir, pois isso cabia à Gerúsia), a Ápela escolhia os gerontes (membros da Gerúsia) e os éforos, no total de cinco. Os éforos tinham funções administrativas na cidade e eram eleitos para um mandato de 1 ano.
ORGANIZAÇÃO SOCIAL
Havia em Esparta três grupos sociais bem definidos: os esparciatas (espartanos); aqueles que detinham os direitos políticos, isto é, que poderiam votar na Ápela e compor os órgãos políticos. Os periecos, de origem controversa, mas geralmente associados ao pequeno comércio e à pequena propriedade de terra nos arredores da pólis. E os hilotas (messênios). Os hilotas eram servos ou escravos do Estado. Isto é, não pertenciam a um proprietário em particular, mas ao governo. Eram os hilotas quem, de fato, trabalhavam nas terras dos esparciatas.
Periecos e hilotas compunham a grande maioria da população da cidade. Contudo, quem controlava os destinos da pólis eram os esparciatas. Daí o seu sistema ser conhecido como oligarquia.
EDUCAÇÃO
A educação em Esparta tinha dois objetivos bastante conhecidos: o primeiro era o de formar soldados. Já foi dito que Esparta era um quartel e isso, de maneira nenhuma, seria um exagero. Desde a mais tenra idade, os espartanos se submetiam a um treinamento rigoroso, a fim de desenvolver suas habilidades militares. Toda essa obsessão dos espartanos pela arte militar deve-se, principalmente, ao temor que eles tinham de um revolta dos hilotas. Era preciso estar sempre pronto para agir quando os hilotas tentassem se livrar da escravidão na cidade.
Além de formar bons soldados, a educação em Esparta também visava à obediência ao Estado, ou seja, ao governo. O governo espartano não dava aos seus cidadãos muitas liberdades, na verdade nenhuma. Determinava a idade máxima que o cidadão deveria estar casado; interferia nos assuntos privados e exercia sobre as famílias espartanas um controle rigoroso. Enfim, formar cidadãos-soldados e cidadãos-obedientes eram os dois principais objetivos da educação em Esparta. Por isso, não se dedicavam a aoutros temas como música, artes, matemática, filosofia, literatura.
Outra prática famosa na cidade dos lacedemônios (como os espartanos eram conhecidos) era a do infanticídio. As crianças que apresentassem algum problema fisíco que as incapacitassem para o treinamento militar eram assassinadas sob as ordens do governo. Certamente por isso, as mulheres em Esparta, desde meninas, se submetiam à prática da ginástica a fim de crescerem saudáveis e gerarem filhos saudáveis.
O conceito de estrangeiro na Grécia Antiga era bastante diferente do nosso conceito. Como nunca houve a unidade política das cidades-estados gregas, qualquer cidadão grego que vivesse ou visitasse uma outra pólis que não fosse a sua cidade natal, era considerado estrangeiro. Dessa forma, por exemplo, um ateniense em Esparta, embora grego, seria considerado um xenos (estrangeiro) em Esparta. Falando nisso, os espartanos não tinham uma boa relação com os gregos de outras cidades. Na cidade era comum a aversão aos estrangeiros (xenofobia) e até mesmo a prática de expulsão do estrangeiro (a xenelasia).
Algumas curiosidades:
1 - Os gregos chamavam de bárbaros a todos os povos que não fossem gregos.
2 - O adjetivo lacônico (a), significa falar pouco, não dá, em palavras, muitas explicações. Atribui-se a origem desse adjetivo os espartanos (que viviam na Lacônia, lembram?) uma vez que eram treinados para falar pouco.
3 - Expressões como trienamento espartano e vida espartana ou costume espartano, referem-se a treinamentos duros e rigorosos e a uma vida ou costume sem qualquer luxo ou conforto.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Grécia 2
Os antigos gregos ou helenos eram na verdade a junção de 4 povos que em tempos diferentes chegaram à região da Grécia Antiga. Os três primeiros, jônios, eólios e aqueus chegaram à Grécia Continental por volta do ano 2000 a C.; já os dórios chegaram por volta do século XII a C. Poranto, quando falamos do povo grego estamos a falar dos descendentes desses 4 povos. (vejam o mapa acima)
Os historiadores costumam dividir a história da Grécia Antiga em 5 períodos: o Período Pré-Homérico corresponde à chegada dos jônios, dos eólios dos aqueus. Nesse período houve desenvolvimento urbano e comercial - especialmente o comércio marítimo - além do florescimento da cultura creto-micênica, rica em detalhes e beleza. Muito provavelmente a famosa Guerra de Tróia, cantada nos versos da Ilíada, de Homero, também ocorreu nesse período.
O período seguinte ficou conhecido como Período Homérico. O marco inicial foi a chegada dos dórios por volta de 1200 a C e que provocou uma série de mudanças na região. Os dórios, como os povos anteriores, eram guerreiros, mas dominavam a técnica da metalurgia do ferro, o que lhes dava em relação aos outros povos uma supremacia militar. Além disso, os dórios eram rústicos, pouco afeitos à vida urbana e ao comércio. Sabiam basicamente duas coisas: plantar e lutar.
Três fatos fundamentais podem ser associados à chegada dos dórios e que caracterizam o Período Homérico:
2 - A retração da vida urbana, econômica e cultura na Grécia.
3 - A formação da sociedade gentílica.
Lembro que os aqueus, o mais poderoso povo que havia chegado à região antes dos dórios, decidiu enfrentá-los mas acabaram aniquilados pelos dórios.
A formação da sociedade gentílica precisa de uma explicação mais pormenorizada. Entede-se por sociedade gentílica aquela sociedade baseada numa comunidade que tem laços de parentesco (os genos) e que cultua um antepassado comum. Cada um dos clãs tinham um chefe, o patriarca, geralmente um ancião. Além disso, na sociedade gentílica não existe o conceito de propriedade privada, nem o cultivo de excedente agrícola e, claro, a existência de classes sociais. Esse tipo de organização vai perdurar até o século VIII a C quando o crescimento demográfico desestabilizou essa organização social.
O período arcaico está diretamente associado ao crescimento populacional do século VIII a C. Esse crescimento exigia um aumento na produção de alimentos e consequentemente uma expansão da agricultura, algo muito difícil de ocorrer na Grécia, devido à aridez do solo e ao relevo montanhoso.
Um dos primeiros efeitos desse crescimento populacional foi a escassez de terras férteis e a dificuldade de se produzir mais alimentos, o que por sua vez provocou guerras entre os clãs e a consequente desagregação da sociedade gentílica. Essa escassez de terras, a fome e as guerras fizeram com que muitos gregos deixassem suas terras e fundassem colônias ao longo do mar Mediterrâneo e Negro, para onde a população excedente poderia migrar. Nessas colônias a principal atividade era a agricultura, justamente para atender à demanda por alimentos que o crescimento demográfico provocou. Essa expansão grega ao longo do mar Mediterrâneo e Negro ficou conhecida como II Diáspora Grega.
Aliás, é importante ressaltar que as colônias gregas não tinham uma relação de dependência ou subordinação com as suas cidades-mãe. Uma colônia grega era uma pólis, com seu governo, moeda, leis e exército próprio.
Algumas das mais importantes colônias gregas estavam localizadas no sul da península itálica. Esse conjunto de colônias eram conhecidas como Magna Grécia. Aliás, a partir do século VIII a C, a civilização grega ou helênica abrangia uma área ainda maior, incoporando também as colônias.
Vejam o mapa abaixo
Exercícios.
Observe o mapa abaixo e responda:
1- O mapa acima faz referência à primeira ou à segunda diáspora grega? Justifique.
2 - Explique por que o crescimento demográfico do século VIII a C provocou a desagregação da sociedade gentílica.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Grécia 1
Nas últimas duas semanas, estudamos a Grécia Antiga. Vimos que a civilização grega ou helênica abrangia uma área bem maior que a da atual Grécia.
Na Grécia continental destacamos duas penínsulas: a do peloponso e a da ática. Chamamos de Grécia insular aquela formada pelas ilhas localizadas no mar Egeu, Jônio e Mediterrâneo. Destacamos entre essas ilhas, a de Creta, berço da civilização minóica ou cretense. Finalmente, dissemos que as cidades-estados gregas que estavam localizadas no litoral da Ásia menor (atual Turquia) formavam a Grécia Asiática.
É fundamental para a nossa avaliação que você saiba localizar cada uma dessas regiões no mapa. Por isso, estude os diversos mapas da Grécia que estão no seu livro e aproveite para estudar o mapa que inicia o post.
Aspectos geográficos
A Grécia apresenta um solo árido e um relevo montanhoso. Essas duas características têm como consequência uma agricultura pouco desenvolvida e o isolamento das cidades-estados gregas, por causa das montanhas. Aliás, esse último aspecto contribuiu também para o fato de as cidades-estados gregas jamais terem buscado uma centralização política, principalmente por causa da grande rivalidade que as caracterizava. Portanto, nunca houve - na história da Grécia Antiga - um rei, um imperador, um governante grego que conseguisse a unidade das cidades helênicas.
Com um litoral bastante recortado, como se vê no mapa - o que permitia a existência de baías e portos naturais - os antigos gregos se tornaram excelentes navegadores, destacando-se no comércio marítimo, atividade em que eles enfrentavam a dura rivalidades dos fenícios, civilização do Crescente Fértil que também se expandiam pelo mar mediterrâneo.
Por falar em cidade-estado - organização política que já existia no Crescente Fértil há bastante tempo - na Grécia ela recebia o nome de pólis. As pólis ou póleis tinham o seu próprio sistema de governo, sua moeda, sua força militar, suas leis; funcionavam como um minipaís. Essa independência das pólis dava a cada uma delas um orgulho próprio. O que mais as atemorizava era a ideia de serem dominadas pelas outras. Por isso viam com bastante reserva quando uma delas ia ficando muito rica e poderosa. Isso também explica a dificuldade delas de buscarem uma centralização política.
Embora os gregos se reconhecessem como membros de uma mesma cultura e civilização (compartilhavam a língua, a religião e muitos costumes), e vissem com desconfiança os não-gregos, a quem chamavam de bárbaros; isso não garantiu a união política das póleis como já foi dito anteriormente e que não custa sempre relembrar.
Exercício de fixação
2. Explique a rivalidade entre os antigos gregos e os fenícios.
3. Que fatores explicam o fato de nunca ter havido na história da Grécia Antiga uma centralização política?
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Introdução aos Estudos Históricos 1
Olá, pessoal!
Passamos nossa primeira semana de aula e chegou a hora de revermos, em resumo, o conteúdo de história.
Iniciamos nossa aula lembrando a importância de se aprender história. Foi dito a vocês que o indivíduo, a comunidade ou a sociedade que ignora o seu passado, é incapaz de reconhecer a si mesmo.
Não estudamos o passado para mudar o futuro ou apenas como passatempo. Foi dito por um colega de vocês que “aprender história é dar mais um passo para nos afastar da ignorância.” Qualquer coisa que a gente aprende, eu diria, afasta-nos da ignorância.
Estudamos o passado para entender o que somos hoje e, em grande medida, também o que fomos. Estudamos o passado para descobrir como as sociedades antigas resolveram seus problemas e como essas soluções encontradas pelos antigos podem ser úteis para a sociedade de hoje. Enfim, História não é uma ciência do Passado, mas uma ciência que tem no Passado e nas realizações humanas ao longo do tempo, o seu objeto de estudo.
História, portanto, é uma ciência que estuda as realizações humanas no tempo.
Mas como o historiador pode ou consegue estudar sobre um passado que ele não conheceu ou mesmo viveu? Como é possível ao historiador construir o conhecimento histórico?
De forma objetiva, a resposta a esta pergunta é: “através das fontes históricas”. Conclui-se, portanto, que sem as fontes históricas é impossível conhecer a história, pois o historiador não teria como pesquisa-la.
Fontes históricas são vestígios que revelam algo sobre o passado e que são usados pelo historiador na sua pesquisa. Esses vestígios podem ser: escritos e não-escritos. Entres as fontes históricas escritas podemos citar como exemplo: diários, anuários, cartas, bilhetes, documentos, revistas, jornais, livros, inscrições, etc. As fontes não-escritas podem ser fotos, pinturas, construções, monumentos, filmes, música, depoimentos orais, objetos, etc.
O Fato Histórico.
ATENÇÃO:
No século XIX, os historiadores só aceitavam como fontes históricas documentos escritos. Para esses historiadores, as sociedades e grupos humanos que ignoravam a escrita não podiam ter a sua história conhecida. Por isso, no século XIX, eles chamaram o período entre o aparecimento dos primeiros hominídeos e o surgimento da escrita - no Crescente Fértil e no Extremo Oriente - de Pré- História. Contudo, essa visão não é mais aceita hoje em dia. Sociedades ou grupos humanos que não possuem escrita podem ter a sua história conhecida através das fontes históricas não-escrita.
O Fato Histórico.
O que é um fato histórico? Certamente a maioria de vocês poderia responder que fato histórico é um acontecimento muito importante, e não estaria errado. Mas o que torna um acontecimento do passado, entre tantos, importante ou mais importante que outros tantos? Aliás, quem determina que um acontecimento em particular foi importante? O que eu estou tentando explicar a vocês é que é o historiador quem determina que um acontecimento em especial foi um fato histórico. Isso é não feito de maneira imediata. Deixem-me ser mais claro: quando vemos na TV ou lemos em sites, jornais ou revistas, jornalistas afirmando que um acontecimento ou um discurso é histórico, nada mais é que força de expressão. Para um acontecimento se tornar um fato histórico é preciso que, ao longo do tempo, esse acontecimento revele a sua relevância. E quem revela ou prova essa relevância, é o historiador.
A Interpretação do Passado.
Agora chegamos num terreno perigoso. Será que o sabemos do Passado é verdade? Será que o que os livros contam sobre a II Guerra Mundial ou sobre o Império Romano, mais ainda: sobre os grupos humanos que viveram há milhares de anos, é mesmo verdade? Existe verdade no conhecimento histórico? Muitas dúvidas, não?
Em primeiro lugar, todo conhecimento do passado é uma interpretação do historiador. Ou seja, nenhum historiador reproduz fielmente o que ocorreu numa determinada época. Ele interpreta esses eventos, baseados, não esqueça, nas fontes históricas. Portanto, o conhecimento histórico não é baseado em mentiras ou invenções, mas é fruto de uma pesquisa rigorosa das fontes históricas. No entanto, a maneira de apresentar esse passado será sempre uma interpretação feita pelo historiador, e não o Passado fiel.
Um aluno curioso poderia me questinoar: “Professor, li certa vez que para alguns historiadores, Tiradentes foi o líder da Inconfidência Mineira, e para outros apenas um fantoche nas mãos dos homens ricos e poderosos que estavam insatisfeitos com a Coroa Portuguesa. Quem mente?”
E aí? Eu poderia responder que nenhum dos dois está mentindo. Mas essa resposta não o convenceria. Então, preciso me estender. Em primeiro lugar, não só é possível como é inevitável que o conhecimento histórico, ou seja, o que sabemos sobre o Passado, sofra modificações ao longo do tempo. Por quê? Porque novas fontes históricas; novas técnicas de pesquisa, ou mesmo a época em que a pesquisa foi feita; novas tecnologias, novas ferramentas teóricas; enfim, tudo isso são fatores que modificam aquilo que sabemos sobre o Passado. O conhecimento histórico, portanto, não é estático ou absoluto. O que sabemos hoje, por exemplo, sobre a história do Brasil, daqui a cem anos ou menos, poderá ser considerado ultrapassado devido aqueles fatores destacados anteriormente. Por isso se diz que em se tratando de ciência, qualquer ciência, não existe uma verdade absoluta ou definitiva, entendeu?
Introdução aos Estudos Históricos 2
O Tempo histórico.

Quando os portugueses chegaram à América, em 1500, encontraram os povos indígenas. Do ponto de vista cronológico, eles eram contemporâneos ou coevos; mas será que estavam no mesmo tempo histórico? A resposta, claro, é não! Os nativos da América Portuguesa desconheciam a escrita, a metalurgia, a vida em cidades, o uso do dinheiro, do excedente agrícola. Suas crenças, de forma geral eram animistas, enfim, tinham valores, crenças, conhecimentos e se organizavam de maneira distinta dos portugueses. Então, grupos vivendo em um mesmo tempo cronológico podem estar em tempos históricos diferentes. Será que agora, nesse exato momento, existem pessoas, grupos, sociedades que vivam num tempo histórico diferente do nosso?
A divisão Tradicional da história.
Quem nunca ouviu do pai, da mãe, de um avô ou de uma avó, enfim, de qualquer pessoa mais velha que a gente, a seguinte frase: “No meu tempo, não era assim!” Esse tempo em que as coisas eram ou pareciam ser diferentes do que são hoje é o que chamamos de Tempo histórico. Vou tentar ser mais preciso. Já há algum tempo, as mulheres ganharam espaço no mercado de trabalho, muitas sustentam suas famílias, conquistaram a sua autonomia e independência. Há 50 ou 60 anos, já havia mulheres que trabalhavam fora, que sustentavam suas famílias que eram autônomas e independentes, mas no Passado elas sofriam um forte preconceito. E por quê? Porque os valores da sociedade há 50 ou 60 anos eram outros. A gente diz, portanto, que o tempo histórico era diferente. Abaixo, darei uma definição de tempo histórico que eu considero simples.
Tempo histórico é o conjunto de valores, crenças, conhecimento e formas de organização de uma sociedade. Esse conjunto caracteriza e define um determinado período. Assim, os valores, as crenças, o conhecimento, a forma de organização, por exemplo, da Idade Média, é diferente da nossa sociedade atual.
Mas aí, temos um problema. Será que o tempo histórico coincide com o tempo cronológico? Vou fazer a pergunta de forma diferente: será que duas sociedades vivendo no mesmo tempo cronológico têm que necessariamente estar no mesmo tempo histórico? Vejam as imagens abaixo, e pensem:

Quando os portugueses chegaram à América, em 1500, encontraram os povos indígenas. Do ponto de vista cronológico, eles eram contemporâneos ou coevos; mas será que estavam no mesmo tempo histórico? A resposta, claro, é não! Os nativos da América Portuguesa desconheciam a escrita, a metalurgia, a vida em cidades, o uso do dinheiro, do excedente agrícola. Suas crenças, de forma geral eram animistas, enfim, tinham valores, crenças, conhecimentos e se organizavam de maneira distinta dos portugueses. Então, grupos vivendo em um mesmo tempo cronológico podem estar em tempos históricos diferentes. Será que agora, nesse exato momento, existem pessoas, grupos, sociedades que vivam num tempo histórico diferente do nosso?
A divisão Tradicional da história.
Na maioria dos livros didáticos, a história do ocidente, especialmente europeu, está dividida em 4 períodos ou idades. São elas: A Idade Antiga; Média; Moderna e Contemporânea. No século XIX, os historiadores acrescentaram à essa divisão, o período conhecido como Pré-História. Então ficou assim:
No1° ano do Ensino Médio estudaremos a Pré-História e as Idades Antiga, Média e Moderna. E no caso da História do Brasil, o Brasil- Colônia.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Xiitas e Sunitas
Mundo árabe
Atentado a bomba mata ao menos 30 xiitas no Iraque
Violência entre grupos religiosos cresceu após a saída da tropas americanas
Pelo menos trinta xiitas morreram e 85 ficaram feridos neste sábado em um atentado suicida na província iraquiana de Basra, 550 quilômetros ao sul de Bagdá, informou uma fonte dos serviços de segurança. O atentado teve como alvo os fiéis que celebravam o Arbain, festividade que lembra o fim dos 40 dias de luto respeitados pela morte do imã Hussein, neto do profeta Maomé. O número de vítimas fatais ainda pode aumentar, já que vários feridos estão em estado grave.
Os fiéis se encontravam no santuário de Jutuat, na localidade de Al Zubair, em Basra, quando um terrorista suicida detonou um cinto de explosivos preso a seu corpo. Os ataques contra xiitas se sucederam nas últimas semanas. Em 5 de janeiro, esse grupo religioso foi alvo de uma onda de atentados que causou a morte de 73 pessoas. Algumas semanas antes, em 22 de dezembro, explosões em bairros xiitas da capital Bagdá deixaram 67 mortos.
Impasse - Cresce no Iraque o medo de que piore ainda mais o conflito entre xiitas e sunitas, agravado depois que o primeiro-ministro Nuri al Maliki, xiita, tirou dois políticos sunitas do poder depois que os EUA retiraram suas tropas do Iraque. Desde o início da crise, dirigentes dos dois blocos políticos manifestam preocupação com a possibilidade de um ressurgimento da onda de violência religiosa que provocou milhares de mortes entre 2006 e 2007.
Fonte: Veja on line.
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