terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A Origem da Humanidade.




Quando se estuda a origem da humanidade um certo conflito se estabelece entre o que diz a Ciência e o que afirma as religiões. Por isso, quero esclarecer que o que vamos estudar a partir de agora é a explicação científica para a origem da humanidade. Sua Fé, ou sua convicção religiosa merece o nosso total respeito, e você está livre para discordar desse, daquele ou de todos os pontos. No entanto, discordar de uma explicação não implica ignorá-la, ou, simplesmente, dizer que se recusa a conhecê-la e discuti-la.

Não é nosso objetivo, com a explicação científica para a origem da humanidade, abalar suas convições de Fé. Nosso objetivo é mostrar que existe uma explicação científica para o surgimento dos grupos humanos, apenas isso.

No mapa abaixo, aparecem os locais onde foram encontrados os vestígios dos australopithecus:



Para os cientistas, há milhoes de anos, no continente africano, surgiram os primeiros hominídeos (nome que os cientistas dão aos ancestrais do homem moderno). Basicamente, os homínideos se dividem em dois grupos: o gênero Australopithecus e o gênero Homo. Na escala evolutiva, os hominídeos do gênero homo são mais recentes. A raça humana, por exemplo, pertence ao gênero Homo e à espécie sapiens. Vejam a figura abaixo.

Como distinguir um gênero do outro? Ou mesmo uma espécie da outra? Há várias formas. A mais conhecida, contudo, é aquela que avalia a capacidade craniana dos hominídeos. Geralmente, quanto maior a capacidade mais desenvolvido é o gênero ou a espécie do homínideo. Dessa forma, o crânio de um Australopithecus será menor que a de um Homo. 

Um equívoco comum entre os alunos é imaginar que cada nova espécie de hominídeo aparece quando a anterior desapareceu. É um erro. Há muitas evidências de que espécies diferentes tenham coexistido. O que explica a sobrevivência de uma espécie em relação a outra é o conceito de evolucionismo, criado por Charles Darwin em 1859, no livro  A Origem das Espécies.

Como os cientistas chegam à data dos fósseis encontrados? Há várias técnicas de datação de um fóssil. Uma das técnicas mais conhecidas é a do Carbono 14, que você pode saber mais lendo o box que está na página 9 do seu livro de história. A outra é a da Termoluminescência. A primeira é mais adequada para vestígios orgânicos, de até 70 mil anos, e a outra para os inorgânicos.

Além dessas técnicas, há a chamada datação indireta. Quando um artefato ou fóssil é encontrado numa camada geológica, os cientistas atribuem àquele artefato ou fóssil a idade da camada geológica. Essa é uma típica técnica de datação indireta.

Sobre o assunto recomendo os dois links abaixo.

1 - Mais um parente?

2 - Como nascem as hipóteses...



O CONCEITO DE PRÉ-HISTÓRIA



A divisão tradicional da história separa os períodos históricos em quatro idades: a idade antiga; a idade média; a idade moderna; e a idade contemporânea. Quando essa divisão se consolidou, no século XIX, uma pergunta inquietava os especialistas: como chamar o período que antecedeu o surgimento da escrita? Naquela época, acreditava-se que apenas as sociedades que dominavam a escrita podiam ter as suas realizações (história), conhecidas. Dessa forma, os grupos humanos e as sociedades que não dominavam a técnica da escrita viviam antes da história, portanto, na pré-história. A partir dessa premissa, os especialistas decidiram chamar de Pré-História esse período que começa com a origem da humanidade e vai até o surgimento da escrita.

O conceito de Pré-História destacado acima era o conceito no século XIX. Atualmente, considera-se um erro afirmar que as sociedades ágrafas (sem escrita) não podem ter as suas histórias estudadas. Vestígios materiais deixados pelos seres humanos, como: armas, vasos, ferramentas, pinturas, esculturas, entre outros exemplos, são fontes passíveis de revelar o passado desses grupos. Chama-se de cultura material esses vestígios

O conceito moderno de pré-história, portanto, afirma que a cultura material deixada por esses grupos revela como esses grupos viviam, se organizavam, produziam e quais as suas crenças. Enfim, mesmo sem a escrita, é possível conhecer a história desses grupos. 

Há várias ciências que ajudam no conhecimento do período pré-histórico. Juntas, suas descobertas vão clareando a escuridão desses tempos remotos. Entre essas ciências, podemos destacar a ARQUEOLOGIA, a ANTROPOLOGIA e a PALEONTOLOGIA.

Em sala de aula, e nas páginas 08 a 16 do seu livro de história mais informações serão acrescentadas para consolidar o conhecimento sobre esse assunto. Recomendo a leitura na página 7 do box DISSERAM A RESPEITO que esclarece o conceito científico de evolução.

Abaixo, um trecho do filme A Guerra do Fogo, de 1982, onde é possível ver como viviam os primeiros humanos.


Assistindo ao vídeo acima, escreva, na área de comentários, qual a importância do fogo para os grupos humanos na pré-história.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Estou muito feliz em tê-los como alunos!


Meus Queridos!

Sejam bem-vindos ao primeiro ano do ensino médio. A partir de agora vocês inauguram uma nova fase de preparação acadêmica com mais desafios e mais dificuldades, mas nem por isso menos interessante ou menos estimulante.

Nesse espaço do blog terei a alegria de postar textos, links, mapas, vídeos, áudio, tudo o que estiver ao meu alcance para juntos atingirmos o objetivo principal de qualquer professor que é fazer o aluno aprender.

Aqui você pode participar comentando, indicando links e, quem sabe, até mesmo postando alguma coisa, já pensou? Terei a maior alegria caso algum aluno ou vários se mostrem interessados em escrever nesse blog sobre o nosso conteúdo de história.

Falando em conteúdo, no primeiro ano estudaremos uma vasta gama de assuntos começando pelos primórdios da humanidade, e terminando lá pelo século XVII. É um período muito longo e por isso será fundamental a colaboração de todos para darmos conta de tanto trabalho.

Reitero a boas-vindas e estou ansioso para encontrá-los na segunda-feira, quando terá início o ano letivo de 2011.

Que Deus nos abençoe.

Prof. Zé Paulo.

sábado, 2 de outubro de 2010

As obras da renascença no detalhe.

Nas últimas duas semanas, estudamos a Renascença e o Humanismo. Para muitos historiadores esses dois movimentos inauguram o que se convencionou chamar de Era Moderna (século XV ao XVIII). Com efeito, tanto o Renascimento quanto o humanismo inauguram uma nova forma de interpretar o mundo e de relacionar com a arte. O antropocentrismo que foi substituindo pouco a pouco o teocentrismo foi com certeza a caracterítica mais evidente entre o período medieval que ia se obliterando e o mundo moderno que estava se formando.

Os quadros da renascença chamam atenção pela técnica da perspecetiva, pelo naturalismo, pelo resgate dos valores greco-romanos e, claro, pela beleza das obras.

É inescapável, quando se fala dos pintos da renascença, citar as obras dos grandes renascentistas da península itálica. Pois bem! Um site traz uma novidade impressionante. Imagine você vendo, no detalhe, mas bem no detalhe mesmo, algumas das obras mais famosas do renascimento italiano. Imaginou? Pare de imaginar e veja por si mesmo. Clique aqui e se impressione com a genialidade de alguns pintores da renascença.



quinta-feira, 2 de setembro de 2010

As Primeiras Cruzadas


Os turcos seljúcidas, um povo que se originou na Ásia Central e migrou para o Oriente Médio, adotando a fé islâmica, começou a conquistar grande parte do Oriente Médio. Os turcos seljúcidas conquistaram grande parte da Anatólia bizantina, e da Síria, Palestina e Jerusalém dos árabes. Os turcos seljúcidas foram menos tolerantes do cristianismo em comparação com os primeiros governantes muçulmanos tinham sido.

Em 1095 o imperador bizantino Aleixo I escreveu uma carta ao Papa Urbano II, em Roma, pedindo o apoio militar da Europa Ocidental contra a nova ameaça islâmica. Em sua carta, Aleixo I escreveu em detalhe gráfico como os turcos seljúcidas estava torturando peregrinos cristãos em Jerusalém. Papa Urbano II respondeu à carta apelando para os reis e os cavaleiros cristãos em toda a Europa, buscando uma cruzada religiosa para libertar a terra santa dos turcos, iniciando uma luta de 200 anos, hoje conhecida como as Cruzadas.

A Primeira ea Segunda Cruzada

Durante a Primeira Cruzada, os cristãos capturaram Jerusalém, após um longo cerco. Infelizmente, alguns muçulmanos e judeus da cidade foram massacrados, embora as fontes discordam sobre exatamente quantos morreram. Note-se que o massacre dos habitantes de uma cidade que se recusaram a entregar era uma prática comum neste momento.

Os territórios conquistados na Primeira Cruzada foram divididos em um número de estados cruzados ao longo da costa do Levante: o condado de Edessa, o Principado de Antioquia, o Condado de Trípoli, eo mais importante, o reino de Jerusalém. No entanto, os cruzados logo aprenderam que a parte mais difícil das Cruzadas não era capturar território em primeiro lugar, mas a defesa do território contra um inimigo paciente em uma terra estranha. O primeiro dos estados cruzados a serem tomadas pelas forças muçulmanas foi o condado de Edessa, que foi invadida pelos turcos seljúcidas em 1144, fazendo uma cruzada segunda, destinada a capturar a capital seljúcida de Damasco. A Segunda Cruzada falha neste objetivo principal, mas, pelo menos, parecia que os turcos não podiam capturar os outros estados cruzados.

A recuperação muçulmana de Jerusalém sob Saladino

Em 1169, Saladino, um general curdo no exército seljúcido assumiu o controle do Egito. Saladino foi um estrategista astuto. Em uma série de campanhas foi capaz de derrotar seu empregador anterior, os turcos seljúcidas, e assumir o controle do que restava dos territórios seljúcidas no Próximo Oriente. Fundou uma nova dinastia Ayubi. Os estados cruzados foram agora completamente cercada por um único império muçulmano governado por Saladino. Em 1187, Saladino começou uma guerra contra os estados cruzados, derrotando-os na Batalha de Hattin e recuperou Jerusalém e grande parte do território dos cruzados. Apenas um número de castelos e bem fortificada cidades costeiras (Tiro, Trípoli e Antioquia) foram capazes de resistir a Saladino.

A notícia da perda de Jerusalém na Europa chamou para a convocação da Terceira Cruzada. Rei Ricardo Coração de Leão de Inglaterra, Philip II de França e Frederico Barbaruiva, imperador do Sacro Império Romano, responderam à chamada. Frederico foi o primeiro a sair, ele escolheu a via terrestre através da Anatólia e teve alguns sucessos militares ao longo da estrada. No entanto, durante a travessia do rio Saleph caiu de seu cavalo e morreu, suas forças foram agora sem líder, e a maioria voltou para a Alemanha, apenas um punhado foi para Antioquia. As forças francesas e britânicas chegaram por via marítima, em primeiro lugar assumiram o controle do Chipre do governador bizantino que tinha se rebelado contra o Império Bizantino. Após desembarcarem no Levante, trazendo para a cidade de Acre e, em seguida, derrotaram as forças de Saladino na batalha de Apollonia. Nas negociações de paz com Saladino, Ricardo Coração de Leão optou por não exigir a entrega de Jerusalém, em si, mas em vez disso, insistiu em que os muçulmanos dessem acesso a todos os peregrinos cristãos à cidade sem impedimentos. Ricardo percebeu que uma Jerusalém cristã nunca estariam a salvo de represálias muçulmanas futuras. Seu plano era concentrar suas forças nas cidades costeiras da Terra Santa que poderia facilmente ser reabastecida por mar, por causa do poder superior naval das forças cristãs. Com estas bases, os cristãos poderia assegurar que os peregrinos cristãos poderiam entrar na cidade de Jerusalém com relativa facilidade.

Fonte: aqui

Assistam a estes vídeos!







O incrível exército de Brancaleone (Armata Brancaleone, L'). O filme é uma sátira sobre valores da cavalaria e o seu contexto histórico é a Baixa Idade Média.

O trecho postado no blog faz uma referência à famosa Cruzadas dos Pobres que, segundo a Tradição, foi liderada por um fanático chamado Pedro, o eremita e antecedeu à Primeira Cruzada.

O filme é uma comédia e se você tiver tempo, assista-o na íntegra e dê boas risadas.

ATENÇÃO:

A existência de líderes religiosos entre o povo era comum no período. Muitos homens, mulheres e crianças seguiam esses líderes na esperança do perdão dos pecados e da cura de doenças incuráveis.

Não consegui no youtube uma versao dublada ou legendada. Porém, mesmo em italiano, as imagens ajudam você a compreender a cena!

O discurso do Papa Urbano II

“Meus queridos irmãos, ungido pela necessidade, eu, Urbano, com a permissão de Deus o bispo chefe e prelado de todo o mundo, vim até esse lugar na qualidade de
embaixador, trazendo uma mensagem divina a todos os servos de Deus. (...)

Posto que vossos irmãos que vivem no Oriente requerem urgentemente as vossas ajudas, e vós deveis esmerar para prestar-lhes a assistência que a eles vem sendo prometida faz tanto tempo. Aí que, como sabeis todos, os Turcos e os árabes, os tens atacado e estão conquistando vastos territórios da terra de România (Império Bizantino), tanto no oeste como na costa do Mediterrâneo e em Helesponto, que é chamado o braço de São Jorge.

Estão ocupando cada vez mais e mais os territórios cristãos, e já venceram sete batalhas. Estão matando e capturando muitos, e destruindo as igrejas e devastando o império.

Se vós, impuramente, permitires que isso continue acontecendo, os fieis de Deus seguirão sendo atacados, cada vez com mais dureza. Em vista disso, eu, e não bastante, Deus, os designa como herdeiros de Cristo para anunciar em todas as partes e para convencer as pessoas de todas as gamas, os infantes e cavaleiros, para socorrer prontamente aqueles cristãos e destruir a essa raça vil que ocupa as terras de nossos irmãos. Digo isto para os presentes, mas também se aplica a aqueles ausentes. Mais ainda, Cristo mesmo os ordena.

Todos aqueles que morrerem pelo caminho, seja por mar ou por terra, em batalha contra os pagãos, serão absolvidos de todos seus pecados. Isso lhe é garantido por meio do poder com que Deus me investiu. Oh terrível desgraça se uma raça tão cruel e baixa, que adora demônios, conquistar a um povo que possui a fé de Deus onipotente e tem sido glorificado em nome de Cristo! Com quantas reprovações nos oprimiria o Senhor se não ajudarmos a aqueles, que como nós, professam a fé de Cristo! Façamos que aqueles que estão promovendo a guerra entre fieis marchem agora a combater contra os infiéis e conclua em vitória uma guerra que deveria ter se iniciado há muito tempo. Que aqueles que por muito tempo tem sido foragidos, que agora sejam cavaleiros. Que aqueles que estão pelejando com seus irmãos e parentes, que agora lutem de maneira apropriada contra os bárbaros. Que aqueles que estão servindo de mercenários por pequena quantia, ganhem agora a recompensa eterna. Que aqueles que hoje se malograram em corpo tanto como em alma, se disponham a lutar por uma honra em dobro.

Vejam! Neste lado estarão os que lamentam e os pobres, e neste outro, os ricos; neste lado, os inimigos do Senhor, e em outro, seus amigos. Que aqueles que decidam ir não adiem a viajem senão que produzam em suas terras e reúnam dinheiro para os gastos; e que, uma vez concluído o inverno e chegada à primavera, se ponham em marcha com Deus como guia.”

À proposta de alistamento, todos gritaram : "Deus vult! Deus vult!" ( Deus quer!)

Os cristãos ficaram convencidos da justiça de sua causa e decidiram pela guerra.
A partida foi então destinada para 15 de agosto de 1096.

Proposta pelo Papa, para se distinguir o exercito, uma cruz vermelha deveria ser costurada à roupa. Diz Urbano II "...a conselho do espírito santo."

Mais informações, aqu