As guerras pela independência das colônias hispano-americanas foram longas e sangrentas. Entre 1810 e 1824, criollos favoráveis e contrários à emancipação, chapetones, índios, mestiços e escravos, enfim, todos os grupos sociais da América espanhola, envolveram-se em batalhas cruentas.
- O apoio da Inglaterra à causa da independência das colônias
- A luta entre criollos favoráveis à independência e crillos contrários à emancipação. Estes últimos tinham o apoio dos chapetones.
- A luta dos criollos contra movimentos de emancipação de cunho popular, isto é, compostos por índios, mestiços e escravos, apoiados e liderados pelo baixo clero católico.
Segunda Fase (1815 – 1824)
- A Inglaterra, em 1815, durante o Congresso de Viena, por causa da aliança com a Espanha na Europa, retirou, oficialmente, seu apoio à causa pela independência das colônias hispano-americanas; contudo, em 1817, por causa de sua grande produção industrial, voltou a apoiar publicamente a independência dessas colônias.
- Nessa fase, os movimentos rebeldes de origem popular tinham sido definitivamente derrotados.
- Foi na Segunda Fase que a maioria das colônias da América espanhola conquistaram sua independência.
- Em 1823, o presidente norte-americano, James Monroe, lança sua famosa Doutrina Monroe. Essa doutrina, baseada no lema “a América para os americanos”, rejeitava toda e qualquer interferência de reinos europeus sobre o continente americano.
Firmados nessa doutrina, os Estados Unidos não só apoiaram a independência das colônias americanas como foram os primeiros a reconhecer, oficialmente, a independência dessas colônias.
A independência do México. (Vice-reino de Nova Espanha)
Augustín de Iturbide- proclamou a independência do México.
Em 1811, outro padre católico, José Maria Morelos y Pavón, retomou a luta do padre Hidalgo, mas assim como acontecera ao outro religioso, seu movimento popular foi derrotado pelos criollos e pelos chapetones. Em suma: o projeto popular de independência, que defendia o fim do tráfico de escravos, da exploração indígena e da reforma agrária, fracassou.
Para acalmar o vice-reino de Nova Espanha, o rei Fernando VII enviou o líder Augustín de Iturbide. Todavia, ao invés de pôr um fim às lutas pela independência, Iturbide converteu-se à causa da emancipação. Em 1821, junto com líderes criollos rebeldes, Iturbide assinou o famoso Plano de Iguala (1821) proclamando a independência do México.
01) Revoltas populares, como as que foram lideradas pelos padres Miguel Hidalgo e José Maria no vice-reino de Nova Espanha, apresentavam um projeto alternativo de independência para as colônias hispano-americanas. Quais as propostas principais dessas revoltas populares? Por que os criollos lutaram contra esse projeto?
02) Que interesses tinha a Inglaterra na independência das colônias hispano-americanas? Explique por que, em
03) Qual o lema da Doutrina Monroe? Explique, baseado nessa doutrina, porque os Estados Unidos foram os primeiros a reconhecer a independência das colônias da América Latina?