domingo, 9 de setembro de 2012

Revisão em Vídeos

Para quem não lembra de alguns conceitos sobre o Feudalismo e a Alta Idade Média, vejam o vídeo abaixo.


Para quem precisa de algumas imagens em vídeo sobre a Baixa Idade Média, vejam o vídeo abaixo


Renascimento Urbano e Comercial

O termo Renascimento Urbano apresenta duas dificuldades, ou se preferirem dois equívocos. O primeiro diz respeito à ideia de que as cidades haviam desaparecido na Alta Idade Média - o que não é verdade - e que estariam renascendo a partir do século XI. O segundo equívoco é o de que depois de séculos de ruralização, a população medieval, que crescia desde o século XI, finalmente havia se tornado urbana. Na verdade, na Baixa Idade Média cerca de 80% da população da Europa ainda vivia no campo. Ora, se era assim, por que se fala então de Renascimento Urbano?

O mais correto seria dizer que na Baixa Idade Média as cidades passaram por um processo de revitalização, impulsionadas, sobretudo, pelo crescimento da atividade comercial. As cidades medievais, chamadas de burgos, eram o local onde comerciantes e artesãos faziam seus negócios. Seus habitantes eram os servos que fugiam dos feudos (com o crescimento populacional os nobres não se importavam com essas fugas), artesãos, comerciantes e banqueiros. Esses grupos, com o tempo passarão a ser chamados de burgueses e formarão, no contexto da sociedade feudal, o terceiro estado ou terceira ordem.

Artesãos e comerciantes se organizavam em associações cuja finalidade era proteger os seus negócios e os fortalecer contra as constantes ingerências que os senhores feudais praticavam nos burgos e nos negócios. Embora os senhores feudais se beneficiassem em muitos casos das atividades de comércio, como as feiras próximas aos seus domínios, via de regra os nobres procuravam impor limitações à autonomia das cidades, daí a importância que os comerciantes e os artesãos viam na organização dessas associações. 

Os artesãos se associavam em corporações de ofício. Nessas associações, formadas por artesãos do mesmo ofício, eram estabelecidas regras e diretrizes a que todo associado estava obrigado a obedecer e seguir. As coporações de ofícios estabeleciam o valor dos produtos; o salários dos trabalhadores; determinavam os fornecedores de matéria-prima; regulamentavam o treinamento de futuro artesãos;  tinham um mecanismo de ajuda a membros da associação e a seus familiares em dificuldades; e garantiam uma reserva de mercado aos associados. Numa palavra, impediam a livre-concorrência e a competição entre os artesãos, especialmente de cidades rivais.

Numa organização semelhante estavam as Guildas, também chamadas de Ligas ou simplesmente corporações de comerciantes. Nesse tipo de associação os comerciantes de uma mesma cidade ou mesmo de cidades próximas buscavam apoio mútuo aos seus negócios, garantindo reserva de mercado e impedindo a concorrência com outras cidades. Uma das Ligas mais famosas da Idade Média foi a Liga Hanseática ou teutônica formada por cidades do norte da atual Alemanha. No sul, Veneza e Gênova tornaram-se dois polos de comércio porque controlavam as atividades comerciais no mar medietrrâneo, sendo responsáveis pela comercialização de especiarias de produtos de luxo vindos do Oriente.

Um dos simbolos tanto da revitalização da vida urbana como do comércio na Baixa Idade Média foram as feiras medievais. Essas feiras que ocorriam, geralmente, no entrocamento das rotas comerciais, e que não eram fixas, comercializavam o excedente da produção agrícola, a produção artesanal das cidades, as especiarias e os produtos de luxo.

Mas nem tudo eram flores para essa burguesia que enriquecia com o crescimento do comércio. Além das ingerências dos Nobres feudais sobre os negócios, os brugueses enfrentavam uma oposição da Igreja que via no lucro - especialemente dos banqueiros - uma modalidade de pecado. Santo Tomás de Aquino, por exemplo, em sua Suma Teológica, defendia que os preços deveriam obedecer a uma margem de lucro mínima, o "justo preço" a fim de evitar a gaância dos comerciantes e proteger os consumidores. No mesmo sentido, considrou a prática de emprestar dinheiro a juros (usura) - atividade essencial dos banqueiros - como pecado. Numa sociedade ainda fortemente marcada pela religiosidade essa oposição constituia-se num problema.

Outra dificuldade que assombravam os comerciantes, expecialmente os que investiam no oriente era a insegurança nas estradas, cheias de assaltantes. Como ainda não havia uma centralização político-administrativa na Baixa Idade Média, os brugueses estavam sujeitos a sistema de impostos confuso e a uma grande variedade moedas que podiam ameçar seus ganhos. 

Mesmo com todas essas dificuldades, a vida urbana e as atividades comerciais colocavam a burguesia num patamar cada vez mais importante na organização social da Euroa e sua postrior aliança com os reis será decisiva para o nascimento das Monarquias Nacionais da Idade Moderna.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

As Cruzadas






As Cruzadas foram expedições militares organizadas por nobres cristãos, com o apoio da Igreja, com o objetivo de lutar contra os muçulmanos e reconquistar a Terra Santa (Jerusalém).

Entre os séculos XI e XIII, foram organizadas oito expedições. Os cristãos obtiveram êxito apenas na Primeira Cruzada, mas essa vitória durou pouco e os muçulmanos reconquistaram a Terra Santa. A partir daí, outras expedições foram organizadas e em todas os muçulmanos mantiveram sob o seu domínio a Terra Santa.

Para entendermos o contexto em que as Cruzadas aconteceram precisamos lembrar de algumas características e eventos do período medieval.

Uma dessas características eram as peregrinações. No período medieval os cristãos costumavam seguir a pé até os lugares sagrados para fazer suas orações, cumprir suas penitências, buscar um contato mais direto com Deus. De todos os lugares santos, o mais sagrado era, justamente Jerusalém. 

No século IX, durante a Expansão muçulmana, Jerusalém, que estava sob o domínio do império bizantino, foi conquistada pelos árabes. Mas em termos práticos, o domínio árabe sobre a cidade sagrada não criou dificuldades para a peregrinação dos cristãos. Contudo, no século XI, os turcos, do ramo seldjúcidas, convertidos ao Islã, tomaram Jerusalém dos árabes e passaram a hostilizar os peregrinos cristãos. Para piorar, esses turcos, a fim de conquistar o coração do império bizantino, cercaram a cidade de Constantinopla.

Ameaçado, o imperador bizantino escreve ao Papa Urbano II uma carta onde pede a ajuda dos cristãos do ocidente contra os turcos seldjúcidas. O pedido do imperador bizantino tem um grande significado porque na época as relações do imperador com a Igreja no ocidente não eram tão amistosas. Vamos entender isso.

Em 1054, antes das Cruzadas, aconteceu o Cisma do Oriente que dividiu pela primeira vez a Igreja cristã. De forma geral as causas dessa divisão foram políticas e doutrinárias. A causa política residia no cesaropapismo, que o Papa discordava frontalmente. O cesaropapismo dava ao imperador bizantino um poder sobre a Igreja, tornando-o além de chefe do império (poder temporal) chefe da Igreja (poder espiritual).

Um exemplo das divergências doutrinárias foi o movimento iconoclasta. No século VIII e IX,  setores da Igreja no império bizantino passaram a condenar o uso de ícones (imagens) e propuseram a sua abolição. Essa proposta foi rechaçada pelos bispos do ocidente europeu e embora fracassada no próprio império bizantino, ajudou a afastar as lideranças religiosas cristãs no ocidente das lideranças cristãs no oriente. 

O resultado desse paulatino afastamento foi a divisão da Igreja em duas: A Igreja Católica Ortodoxa Grega, sediada no império bizantino; e a Igreja Católica Apostólica Romana, presente no ocidente europeu.

Diante do exposto, entende-se que não era fácil para o imperador bizantino que também era chefe da Igreja Ortodoxa, pedir apoio ao Papa. Esse pedido revela a grande preocupação do imperador com o cerco dos turcos.


Em 1095, na cidade de Clermont, na França, o Papa Urbano II convocou um concílio onde exortou os cristãos a lutarem contra os muçulmanos que ameaçavam os cristãos no oriente. Ficou famoso, nesse concílio, o discurso que o Papa fez convocando os cristãos para a luta. Dentro da lógica da sociedade feudal, essa convocação era para o estamento social que tinha como função a guerra, isto é, a nobreza.

Os historiadores analisam que o pedido de socorro do imperador bizantino dava ao Papa a oportunidade para reconquistar a Terra Santa, reunificar as duas Igrejas sob a sua autoridade e, também, amenizar as tensões sociais que tanto incomodavam a Igreja no ocidente, como, por exemplo, atraindo para a luta contra os muçulmanos aquela nobreza sem terra que estava se dedicando a assaltos, a pilhagens e a guerras particulares.


Os historiadores veem essa expedição não exatamente como uma Cruzada, porque ao contrários das anteriores e das posteriores, essa expedição que partiu de Veneza com o financiamento dos comerciantes desviou seu caminho para Constantinopla. A luta, portanto, foi entre cristãos do Ocidente e do Oriente. O interesse dessa expedição foi exclusivamente comercial, porque a cidade de Constantinopla era um importante centro comercial de produtos vindos do oriente. O interesse dos comerciantes de Veneza era estabelecer na cidade, entrepostos comerciais para ter acesso direto aos produtos de luxo e às especiarias.

De forma geral, As cruzadas tiveram 4 causas importantes:

Política – O interesse do Papado em reunificar as duas Igrejas sob a autoridade de Roma.

Religiosa – O interesse em reconquistar a Terra Santa e livrá-la dos muçulmanos, considerados infiéis.

Econômica – Especialmente na Quarta Cruzada;

Social – Amenizar a tensão social no ocidente enviando para o oriente os nobres sem terra para lutar contra os muçulmanos.

AS CONSEQUÊNCIAS DAS CRUZADAS.

Embora os cristãos não tenham obtido o controle sobre Jereusalém, e o Papa não ter conseguido a reunificação das duas Igrejas sob a sua autoridade, as Cruzadas e o que elas provocaram trouxeram uma série de benefícios para o ocidente europeu. 



  • Reabertura do mar mediterrâneo à navegação cristã.
  • Restabelecimento do contato entre o Oriente e o Ocidente.
  • Renascimento comercial e urbano
  • O declínio do feudalismo
  • A decadência do Império Bizantino.

Baixa Idade Média



Os historiadores chamam de Baixa Idade Média o período que se estende entre os séculos XI e XV. De uma forma bem simples, podemos caracterizar esse período como uma época de mudanças e transformações.  Dito de outro modo, a Baixa Idade Média foi um período de transformação daquelas características típicas da Alta Idade Média.

De todas as transformações que marcaram a Baixa Idade Média, a mais significativa e que está no princípio de todas as outras mudanças, foi o crescimento populacional, que, com exceção do século XIV, marcou todo o período da Baixa Idade Média.













O crescimento demográfico do período trouxe duas consequências importantes: O aumento na produção de alimentos (uma necessidade criada pelo aumento da população); Por outro lado, porém, esse aumento populacional provocou uma tensão social na Europa com o aumento da insegurança, principalmente por causa de uma grande quantidade de nobres sem terras.


AS INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS NO CAMPO

Entre as inovações tecnológicas que ajudaram a aumentar a produção agrícola, destacaram-se: o uso do arado de ferro; o novo sistema de atrelagem e sistema de rotação trienal de culturas, conhecido como pousio. Essa última inovação pode ser observada na figura abaixo.








AS TENSÕES SOCIAIS.

A partir do século XI, um fenômeno social curioso foi o dos nobres sem terra. Havia uma grande quantidade de nobres que sem poder herdar o feudo, entregaram-se às mais variadas ações de banditismo e violência.  Entre essas ações, destacam-se: assaltos e pilhagens; guerras particulares e ações mercenárias, isto é, alguns nobres lutavam com outros nobres com a promessa de receberem terras como forma de pagamento.

quarta-feira, 21 de março de 2012

RESPONDENDO AO ED1 (PARTE 2)

O povoamento do continente americano ainda está envolto em muitas dúvidas. Não se sabe, precisamente, em que época os primeiros grupos humanos chegaram à América. As estimativas mais aceitas pelos pesquisadores variam entre 20 mil a 30 mil anos AP. Há quem considere datas ainda mais remotas. Outra aspecto controverso é se esses grupos humanos chegaram apenas pelo esterito de Bering ou se houve outras rotas de entradas na América, como a rota do oceano Pacífico.

Ainda que pairem importantes dúvidas sobre o povoamento da América entre os pesquisadores, há alguns consensos importantes. Sabe-se que os grupos humanos que ocuparam o nosso continente vieram de outro continente, com muita probabilidade de ter sido a Ásia. Sabe-se também que esses grupos humanos eram caçadores e coletores e já pertenciam à nossa espécie. Outra importante certeza é que houve, no mínimo, duas correntes migratórias que chegaram à América em épocas distintas: a primeira, do grupo  autralo-melanésio, deu origem ao povo de Luzia. Seus traços físicos eram semelhantes ao dos aborígenes da Áustrália e dos africanos. A segunda onda migratória foi do grupo mongolóide, com aspecto físicos semelhantes aos dos índios americanos.

No Brasil existem importantes sítios arqueológicos que vêm com seus achados revelando novidades sobre a ocupação humana da América. Entre os mais conhecidos estão o de Lagoa Santa, em Minas Gerais, onde foi encontrado o crânio mais antigo da América, com 11500 anos. Esse crânio revelou que ates dos índios, o nosso continente foi ocupado por um grupo conhecido como australo-melanésio, o famoso povo de Luzia. Esse achado provou aos pesquisadores a América foi povoada por duas ondas migratórias.

No sítio do Boqueirão da Pedra Furada, no Piauí, a arquóloga Niède Guidon defende que a presença humana na América é superior a 50 mil anos. Ela se baseia em restos de cinzas cuja análise laboratorial encontrou datas referentes a 48 mil anos. Para a pesquisadora, essas cinzas são restos de fogueiras e que por isso comprovariam a presença humana na região há um tempo bem maior do que se supõe. No entanto, alguns críticos do trabalho de Niède Guidon afirmam que os restos de cinzas encontrados podem ser apenas o resultado de incêndio naturais, e não de fogueiras, por isso afirmam que a conclusão da pesquisadora carece de provas mais contundentes.

RESPONDENDO AO ED1 (parte I)




Segundo a teoria da evolução, os ancentrais do homem moderno (Homo sapiens sapiens) surgiram na África há milhões de anos. Chama-se de hominídeo esses ancestrais ou antepassados dos seres humanos.

Os pesquisadores dividiram os hominídeos em dois gêneros: o primeiro, mais antigo, são os Autralopithecus; o segundo, o gênero Homo. Cada gênero apresenta diversas espécies, como por exemplo: A. afarensis, A. africanus; H habilis, H. erectus, H. neanderthal e H. sapiens sapiens. Uma das formas de se distinguir as diversas espécies de hominídeos é observar o volume dos crânios dessas espécies. De maneira geral, os menores volumes de crânio referem-se a hominídeos mais remotos. Dessa forma qualquer espécie de Australopithecus terá um volume craniano menor que qualquer espécie do gênero Homo.

Os pesquisadores chamam de H. habilis, os hominídeos que desenvolveram a habilidade de usar e até mesmo produzir ferramentar com o uso das mãos; O H. erectus foi o primeiro hominídeo a ficar permanentemente de pé, e, acredita-se que tenha sido essa espécie que saiu da África para a Europa e a Ásia. O H. nenderthalensis ou de neanderthal tinha muita semelhança com a nossa espécie, embora o aspecto do seu rosto fosse distinto, com uma testa mais proeminente e o maxilar também. Nossa espécie que acabou prevalencendo sobre as demais, existe há cerca de 120 mil anos (embora existam estudos que recuem ainda mais esse período). Foi essa espécie que ocupou o continente americano há aproximadamente 20 ou 30 mil anos.

A teoria da evolução é entendida pelo senso comum de uma forma bastante equivocada. Primeiro, muitos creem que evoluir é melhorar, isto é, é sair de um estágio inferior e chegar num estágio superior. Outro equívoco é achar que evoluir é tornar-se mais complexo. Em biologia, o significado da evolução, como o descreveu o autor da teoria, Charles Darwin, é adaptar-se. Diz-se que uma espécie evoluiu quando ocorreram mutações nessa espécie que permitiram que essa espécie se adaptasse às novas condições ambientais. Sendo assim, o que explica que as diversas espécies de hominídeos tenham desaparecidos no seu longo processo evolutivo é fato delas não terem se adaptado, ao contrário da nossa espécie.

Pesquisadores, sobretudo arqueólogos, se deparam nas suas escavações de sítios arqueológicos, com materiais produzidos por grupos humanos que existiram há centenas ou milhares de anos. Todo esse material, como: ferramentas, utensílios, objetos etc, é que se denomina de cultura material.

No século XIX, os historiadores chamaram de Pré-história o período em que os grupos humanos não dominavam a técnica da escrita. Nessa época, a crença era de que esses grupos por não disporem de registros escritos não poderiam ter a sua história conhecida e, portanto, viviam "antes" da história. Desde a segunda metade do século XX, essa percepção mudou. Sabemos hoje que através da cultura material desses povos é possível reconstruir a história dos grupos humanos que não conheciam a escrita.

Divide-se a Pré-história em três longos períodos: o Paleolítico (Pedra Lascada); o Neolítico (Pedra Polida) e a Idade dos Metais.

Período paleolítico:

Esse perído que teve início com o aparecimentos dos primeiros hominídeos e se estende até 12000 anos, apresenta algumas características importantes, como por exemplo: uma economia caçadora e coletora, o que tornava esses grupos, nômades, ou seja, viviam se deslocando sempre em busca de caça de frutos  e raízes para se alimentarem. Viviam em cavernas e não tinham noção de família. Suas ferramentas eram de pedra lascada e bastante rústicas.

A maior conquista desse período foi o domínio do fogo que foi decisivo para os grupos humanos que dominaram essa técnica. Com o fogo foi possível cozinhar alimentos, aquecer-se de frio, afungentar animais ferozes, iluminar as cavernas e, mais tarde, desenvolver a arte da cerâmica e da metalurgia.

Período Neolítico:

Esse período da Pré-História teve início há cerca de 12 mil anos foi até, aproximadamente, 5000 anos. Nesse período ocorreu a Revolução Neolítica, a partir da descoberta da agricultura e da criação de animais. A Revolução Neolítica permitiu que os grupos deixassem de ser nômades e se tornassem sedentários; permitiu a produção de excedente agrícola que depois poderiam ser comercializados. Garantiu uma fonte de alimentação além da caça, da pesca e da coleta de frutos e raízes.

Foi no período neolítico que os grupos humanos aprenderam a produzir vasos de cerâmica; passaram a viver em cabanas e a noção de família e propriedade começa a se formar.

Os primeiros núcleos urbanos e o as atividades de comércio estão associados a esse período e à Revolução Neolítica.

Idade dos Metais.

Com o domínio do fogo, alguns grupos humanos descobriram a técnica de fundir metais (a metalurgia) e começaram a substituir os objetos de pedra, madeira, ossos e cerâmica por objetos metálicos. O primeiro metal a ser fundido foi o cobre. Em seguida, descobriu-se que fundindo uma parte de cobre com outra de estanho, obtinha-se uma liga metálica que foi chamada de bronze. Por último foi descoberta a técnica de fundir o ferro.

Quando se descobre numa caverna uma pintura rupestre de 20 mil anos, o aluno curioso se pergunta: "20 mil anos antes de Cristo?" Pois é. Não! Quando uma data for antes de cristo, obrigatoriamente deve aparecer as siglas a. C (b C. em inglês). Quando essa siga não aparece, subtende-se que é "antes do presente" (AP), que se convencionou ser 1953. Dessa maneira, um vestígio que tenham 20 mil anos ou 30, ou até mesmo milhões de anos, se não vier especificado com as siglas a C, é porque é AP, entenderam?

terça-feira, 20 de março de 2012

Atenas 2 - Os Legisladores ou Reformadores


Os mais conhecidos legisladores de Atenas foram Drácon, Sólon e Clístenes. Em épocas distintas, embora historicamente próximas, esses atenienses propuseram várias reformas na cidade que, no seu conjunto, vão levar ao regime democrático em Atenas.

Drácon             
                        
Atribui-se a Drácon a medida de tornar escritas as leis de Atenas, permitindo assim que todos na cidade que soubessem ler conhecessem as leis. Outra medida associada a Drácon foi a sua legislação inflexível e dura, daí nascendo a expressões “leis draconianas” para leis muito severas e inflexíveis. Contudo, do ponto de vista do objetivo das reformas, as medidas de Drácon não surtiram os efeitos esperados.

Sólon

As reformas de Sólon foram muito mais profundas. Tão profundas que não seria exagero afirmar que suas reformas preparam em Atenas o caminho para a democracia. Sólon aboliu a escravidão por dívida na cidade. Criou a Bulé (conselho dos 400) e a Eclésia (assembleia popular da cidade). Além disso, Sólon aboliu os privilégios políticos dos eupátridas, criando uma nova organização social a partir da renda (divisão censitária da sociedade)

Embora profundas e importantes, as reformas de Sólon desagradaram a gregos e troianos. Ou para ser mais exato: a eupátridas e thetas. A tensão social prosseguiu, e aproveitando-se disso, um político ateniense, demagogo, de nome Psístrato, com apoio da massa, tomou o poder em Atenas, implantando na cidade a Tirania: regime político que na Grécia Antiga se caracterizava pela poder de um só (o tirano) sobre todos. Quem mais se desagradou desse regime, que fique claro, foram os aristocratas.

Psístrato, embora tirano e odiado pelos eupátridas, tinham um amplo apoio dos grupos sociais mais pobres, sobretudo após seu radical programa de reforma agrária. O reinado de Psístrato foi longo, mas seus filhos que o sucederam – Hipias e Hiparco – não foram tão eficazes na condução do governo e acabaram sendo derrotados pelos aristocratas que recuperaram o poder na cidade. Foi nesse contexto que surge a figura do último reformador: Clístenes.

Clístenes

É considerado o pai da democracia em Atenas. Suas principais medidas foram aprofundar as propostas de Sólon. Assim ele aumento a Bulé para 500 membros, deu mais poder à Eclésia e ao Helieu (tribunal de popular de Justiça). Fez uma divisão social complexa, de modo que num mesmo grupo houvesse grupos de tribos diferentes e de rendas distintas. 

De forma sintética, a nova organização social em Atenas a partir de Clístenes ficou assim:

Cidadãos ( homens com mais de 18 anos nascidos em Atenas)

Metecos (estrangeiros, geralmente associados ao comércio)

Escravos  (em sua maioria prisioneiros de guerra)

Mulheres, crianças, metecos e escravos que, juntos, representavam cerca de 90% dos habitantes de Atenas, estavam excluídos dos direitos políticos. Apenas os cidadãos é que exerciam esses direitos.

A fim de evitar que Atenas voltasse a ter um novo tirano, como na época de Psístrato, Clístenes criou para aquele cidadão que ameaçasse a democracia ateniense a pena do ostracismo, que consistia no banimento da cidade de Atenas por um período máximo de 10 anos.


Observem o gráfico acima que mostra a distribuição da população de Atenas no século V a C. Percebam que por volta de 432 a C, houve uma sensível diminuição no número de cidadãos na cidade. A principal razão para isso foi a decisão de Péricles – vamos falar mais dessa pessoa _ em restringir ainda mais o direito de cidadania em Atenas. Péricles conseguiu aprovar uma lei em Atenas que obrigava o cidadão ateniense, para ser cidadão, ser filho de pai e mãe ateniense.

Outra importante medida aprovada na Eclésia com a influência de Péricles foi a mistoforia. Preocupado com a falta de participação política dos mais pobres na Eclésia, Péricles criou uma remuneração (mistoforia) para o cidadão que comparecesse à Eclésia. Essa decisão agradou os mais pobres, e despertou a ira dos opositores de Péricles na cidade.

Amanhã, a educação em Atenas.