quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Gabarito da prova objetiva de história II Trimestre

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domingo, 19 de junho de 2011

O Reino dos Francos



Entre os Reinos Romano-Germânicos foi o Reino dos Francos o que assumiu relativa primazia em relação aos demais, não só pela ligações mantidas com a Igreja, como também por ser o único a possuir maior estabilidade e aquele em que as instituições feudo-vassálicas apresentaram modelos clássicos.
 
Localizados inicialmente em terras da atual Bélgica, os francos haviam conservados suas crenças pagãs e seus hábitos guerreiros, mantidos vivos devido à maior proximidade com a Germânia. Compreendiam dois "ramos": os sálicos e os ripuários.

Clóvis, rei franco da dinastia merovíngia, deu início ao processo de unificação das tribos francas, o que originou o Reino dos Francos, em 481. Clóvis abandonou as práticas pagãs e converteu-e ao catolicismo em 496, fato que terá uma importância decisiva na história dos francos. A partir dessa conversão, Clóvis passa a ter o apoio da Igreja no combate a outros povos germânicos, como burgúndios e visigodos, que eram cristãos arianos - doutrina considerada herética pelo Concílio de Nicéia em 324 - conquistando assim a Gália (atual França), expandindo o território dos francos.

Outro importante rei franco foi Carlos Magno (768 - 814) , da dinastia carolíngia, responsável pela formação do que se convencionou chamar de Império Carolíngio. O reinado de Carlos Magno conseguiu, ainda que momentaneamente, conter o processo de descentralização política que se formava no Reino Franco após a morte de Clóvis.

A efêmera, mas importante centralização política empreendida por Carlos Magno, além das conquistas territoriais que compreendiam grande parte do antigo Império Romano do Ocidente, fez a Igreja sonhar com a possibilidade de reviver esse império. Na noite de Natal do ano 800, o Papa Leão III coroou Carlos Magno como Imperador do Novo Império Romano do Ocidente.
A importância desse rápido estágio de centralização política empreendida por Carlos Magno pode ser avaliada num fato: durante as Cruzadas - século XI ao XIII - os nobres europeus que partiam para combater na Terra Santa eram, sem distinção, denominados de francos.

No reinado de Luís, o Piedoso (814 - 841) , filho de Carlos Magno, o Império Carolíngio teve o seu processo de expansão territoral interrompido, privando-o, assim, das riquezas necessárias (terras por exemplo) para retribuir as prestações de serviços da nobreza sem reduzir o patrimônio familiar. A situação do império ficou ainda mais crítica com a Segunda Onda de Invasões Bárbaras nos séculos IX e X. Os normandos - chamados de Vikings - pelo norte; os muçulmanos pelo oeste e pelo sul e os magiares (húngaros) pelo leste começaram a invadir as terras do império, agravando a crise.

À morte de Luís, o piedoso, seguiu-se uma luta fratricida entre os filhos deste rei que sem um acordo para a sucessão do pai, assinaram, em843, o Tratado de Verdun, dividindo o Império Carolíngio entre si. A parte ocidental ficou para Carlos, o calvo; a parte oriental para Luís, o germânico; a parte central, chamada de Lotaríngia, para Lotário.

A divisão do império após o Tratado de Verdun e as investidas normandas, muçulmanas e húngaras, foram as causas do esfacelamento do Império Carolíngio e reforçaram algumas caracteríticas que marcariam o mundo feudal, como: a diminuição do poder real em relação aos grandes proprietários locais (descentralização política); o declínio do comércio, a ruralização e etc.

* O texto acima teve como referência bibliográfica o livro História das Sociedades. Das Comunidades Primitivas às Sociedades Medievais; paginas: 303 a 312






sábado, 16 de abril de 2011

GABARITO DA PROVA OBJETIVA 1° TRIMESTRE.

Abaixo, o gabarito da prova objetiva do primeiro trimestre. Qualquer dúvida em relação ao gabarito, reclame por aqui que terei a maior alegria em ouvir as queixas e os argumentos. Tentarei ser rápido na resposta às reclamações.


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domingo, 6 de março de 2011

Modo de Produção Primitivo e Modo de Produção Asiático


MODO DE PRODUÇÃO PRIMITIVO





Na teoria marxista as comunidades que viviam sob esse modo de produção caracterizavam-se por uma economia coletora e caçadora e pela inexistência de classes sociais. Não existia a propriedade privada dos meios de produção. O que era produzido era igualmente dividido entre os membros da comunidade.


Havia uma divisão do trabalho baseada no gênero, isto é: homens e mulheres exerciam  funções distintas. Normalmente cabia aos homens o trabalho da caça, da metalurgia  e o preparo do terreno nas comunidades que conheciam a agricultura. Às mulheres estava reservado o trabalho de coleta, do artesanato e do cultivo agrícola.

Vimos que a descoberta da agricultura no período neolítico provocou uma série de modificações nas relações dos grupos humanos com a natureza e entre si. Por isso, os historiadores denominam as transformações ocorridas a partir do desenvolvimento da agricultura de Revolução Neolítica.  Uma dessas transformações foi o surgimento da propriedade privada; da especialização do trabalho e o aparecimento das classes sociais.

MODO DE PRODUÇÃO ASIÁTICO.¹



O chamado modo de produção asiático ou sociedades hidráulicas caracteriza os primeiros Estados surgidos na Ásia Oriental, Índia, China e na região do Crescente Fértil. A agricultura, base da economia desses Estados, era praticada por comunidades de camponeses presos à terra, que não podiam abandonar seu local de trabalho e viviam submetidos a um regime de trabalho compulsório. Na verdade, esses camponeses (ou aldeões) tinham acesso à coletividade das terras de sua comunidade, ou seja, pelo fato de pertencerem a tal comunidade, eles tinham o direito e o dever de cultivar as terras desta.
Todas as comunidades deviam tributos e serviços ao Estado, representado pelas figuras do imperador, rei ou faraó que se apropriavam do excedente agrícola (produção que supera o consumo imediato), distribuindo-o entre a nobreza, formada por sacerdotes e guerreiros.

Esse Estado todo-poderoso - onde os reis ou imperadores eram considerados deuses - interferia diretamente no controle da produção. Nos períodos entre as safras, era comum o deslocamento de grandes levas de trabalhadores (servos e escravos) para a construção de imensas obras públicas, principalmente canais de irrigação e monumentos. Esse tipo de poder, também denominado despotismo oriental, marcado pela formação de grandes comunidades agrícolas e pela apropriação dos excedentes de produção, caracteriza a passagem das sociedades sem classes das primitivas comunidades da pré-história (modo de produção primitivo) para as sociedades de classes. Nestas, predominam a servidão entre explorados e exploradores, embora a propriedade privada ainda fosse pouco difundida.
Guardadas as particularidades históricas, pode-se afirmar que os primeiros Estados surgidos no Oriente Próximo (egípcios, babilônios, assírios, fenícios, hebreus, persas) também na América pré-colombiana nas sociedades incas e maias desenvolveram esse tipo de sociedade. Essas sociedades também podem ser consideradas sociedades hidráulicas, pois também dominaram técnicas de drenagem e utilização da força de rios para agricultura. Por fim, a servidão coletiva era o modo de pagamento para o rei ou faraó pela utilização de suas terras. Outro aspecto que marca o modo de produção "asiático" é a diferenciação social, onde sacerdotes, servos e reis possuem funções sociais diferentes.


1 – fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Modo_de_produ%C3%A7%C3%A3o_asi%C3%A1tico