sábado, 7 de março de 2009

A Grécia Antiga

Clique no mapa para ampliar.

O mapa acima mostra o percurso seguido pelos exércitos persas, no século V a C, nas duas vezes em que esse império do oriente tentou conquistar a Grécia. Por enquanto, apenas nos interessa conhecer em mais detalhes o mapa da Grécia Antiga e algumas características físicas da região.

Aprendemos em sala que o que se chama de Grécia Antiga não corresponde exatamente ao país que hoje se chama Grécia.

Historiadores costumam dividir a antiga Hélade em três regiões: a Grécia Continental; a Grécia Insular (as ilhas) e a Grécia Asiática (o litoral da Ásia Menor)

Dentro da Grécia Continental, duas regiões se destacam: o Peloponeso, onde fica a região da Lacônia, ao sul - Esparta fica nessa região - e a península da Ática, com destaque para a cidade de Atenas.

Leiam abaixo uma bela descrição dessa região feita pelo historiador britânico Toyenbee em seu livro Helenismo.

" A paisagem da bacia do Egeu é complicada. Cadeias de montanhas interrompem as planícies, e colares de ilhas pontilham o mar(...) A estrutura e a localização da Bacia do Egeu deram-lhe três destacadas características físicas, que tiveram efeitos importantes na vida de seus habitantes.

Em primeiro lugar a bacia egéia proporciona excelentes comunicações marítimas. Era difícil viajar de uma planície a outra, através de uma íngreme e acidentada montanhas que as separavam. Muitas dessas planícies, porém, têm uma janela aberta para o grande mundo, graças ao fato de mergulharem no mar. (...)

O segundo efeito da estrutura da bacia do Egeu é o fato de proporcionar aos seus habitantes terra arável, de excelente qualidade, mas numa área rigidamente limitada. (...) A profundidade do solo é ali grande, e a superfície lisa. Mas quando essa superfície encontra a encosta das montanhas, o cultivo da terra cessa.

[ O terceiro] efeito da localização da bacia do Egeu é provocar variações sazonais extremas no clima. Situada como está na fronteira entre a Europa e a África, a região tem invernos europeus e verões africanos.

Essas características físicas da bacia do Egeu constituíram forças poderosas na história helênica."

ATENÇÃO - ESTUDE COM CUIDADO O MAPA ACIMA!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Ai que saudade...

Daqui a uma semana, uma multidão estará todos os dias nessa praça, a do Marco Zero, no Recife Antigo, cantando, dançando e se emocionando, enquanto eu...

Nos tempos em que morei em Recife, religiosamente estava nos dias de folia, nessa praça, cantando e pulando frevo!

O que me resta é apenas matar a saudade pelo youtube.


quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

As mudanças ortográficas mais ajudam que atrapalham


Queridos, hoje entra em vigor o acordo ortográfico assinado pelas oito nações que compõem a Comunidade de países de Lingua Portuguesa. Muita gente anda fechando a cara para essas novidades, principalmente em Portugal, onde, de fato, as mudanças serão maiores.

No nosso caso as novas regras tendem a facilitar a escrita, sobretudo porque extinguiu o trema, além do acento agudo dos ditongos abertos formados pelas vogais éi e ói em palavras paroxítonas. Dessa forma, palavras como ideia e heroico, por exemplo, perdem o acento agudo.

Este acento também some nas letras i e u fortes depois de ditongos, também no caso de palavras paroxítonas. Assim, Bocaiuva e feiura, por exemplo, deixam de ter acento. Também fica extinto o circunflexo nas palavras terminadas em êem e ôo (ou ôos). Enfim, regras simples, de fácil compreensão, exigindo de todos nós apenas um pouco mais de atenção no começo até elas se internalizarem e passarem a fazer parte de nosso dia-a-dia.

Confiram aqui um excelente resumo preparado pela equipe do portal G1

Essa não é a primeira vez que ocorrem mudanças ortográficas na língua portuguesa. A última grande reforma aconteceu em 1972, sabiam?

Aqui você pode conferir a cronologia das principais mudanças pelas quais a língua portuguesa passou em toda a sua história.

E, como já vem sendo costumeiro, uma música para servir de tema ao post. Chama-se Fado Tropical e fala de como, a partir da cultura lusitana, construimos, como povo, uma cultura própria.


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Para ler nas férias 3


Ou isto ou aquilo

Cecília Meireles

Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.





sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Para ler nas férias 2


DORME RUAZINHA… É TUDO ESCURO!…


Mário Quintana


Dorme ruazinha… É tudo escuro…

E os meus passos, quem é que pode ouvi-los?

Dorme teu sono sossegado e puro,

Com teus lampiões, com teus jardins tranqüilos…


Dorme… Não há ladrões, eu te asseguro…

Nem guardas para acaso perseguí-los…

Na noite alta, como sobre um muro,

As estrelinhas cantam como grilos…


O vento está dormindo na calçada,

O vento enovelou-se como um cão…

Dorme, ruazinha… Não há nada…


Só os meus passos… Mas tão leves são,

Que até parecem, pela madrugada,

Os da minha futura assombração…


Do livro: Antologia poética para a infância e a juventude, Ed. Henriqueta Lisboa, Rio de Janeiro, INL:1961.


Abaixo, uma valsinha brasileira - aqui interpretada pelo cantor Yamandu Costa - composta em 1940. A melodia é de Newton Teixeira e a letra de Jorge Faraj. Ouçam o que fazia sucesso no Brasil nessa época.






sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Para ler nas férias!

Manuel Bandeira.

Cotovia


— Alô, cotovia!
Aonde voaste,
Por onde andaste,
Que saudades me deixaste?


— Andei onde deu o vento.
Onde foi meu pensamento
Em sítios, que nunca viste,
De um país que não existe . . .
Voltei, te trouxe a alegria.


— Muito contas, cotovia!
E que outras terras distantes
Visitaste? Dize ao triste.


— Líbia ardente, Cítia fria,
Europa, França, Bahia . . .


— E esqueceste Pernambuco,
Distraída?


— Voei ao Recife, no Cais
Pousei na Rua da Aurora.


— Aurora da minha vida
Que os anos não trazem mais!


— Os anos não, nem os dias,
Que isso cabe às cotovias.
Meu bico é bem pequenino
Para o bem que é deste mundo:
Se enche com uma gota de água.
Mas sei torcer o destino,
Sei no espaço de um segundo
Limpar o pesar mais fundo.
Voei ao Recife, e dos longes
Das distâncias, aonde alcança
Só a asa da cotovia,
— Do mais remoto e perempto
Dos teus dias de criança
Te trouxe a extinta esperança,
Trouxe a perdida alegria.

Leia, ouvindo!


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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A expansão territorial dos EUA no século XIX.

No século XIX, os norte-americanos acreditavam que haviam sido escolhidos por Deus para liderarem o mundo e nada, nem ninguém, poderia impedi-los. Essa crença ficou conhecida como a Doutrina do Destino Manifesto. Essa doutrina foi a razão ideológica que moveu os americanos, no século XIX, a expandirem seu território na direção oeste.


A pergunta que podemos fazer, é: por que os americanos expandiram seu território? Ou por outra: quais seriam as causas dessa expansão territorial? A resposta apresenta dois aspectos básicos:

  1. o desenvolvimento econômico dos Estados Unidos no século XIX exigia a ampliação do território;
  2. o grande contingente de imigrantes europeus que foram para a América em busca de novas oportunidades fez crescer a pressão por terras.

Em 1862, no governo Lincoln, foi aprovada uma lei que dava, àqueles que cultivassem por 5 anos,terras no oeste, o direito de possuírem 160 acres dessas terras. Essa lei, conhecida como Homestead Act, atraiu ainda mais imigrantes europeus para os Estados Unidos

.

Estes dois fatores, combinados, foram responsáveis pela expansão territorial dos Estados Unidos no século XIX.

Outra aspecto importante dessa expansão, é saber como, de que maneira, quais foram os mecanismos de conquista desses territórios. Para isso, a partir de agora, você precisa ler com calma e analisar com cuidado os mapas abaixo

Mecanismos de Conquista

a) Compra de Territórios

Pelo Tratado de Versalhes, 1783, firmado com a Inglaterra, o território dos Estados Unidos abrangia da Costa do Atlântico até o Mississipi.

No século XIX, essa realidade se altera consideravelmente. Em direção ao Oeste aparece o território da Louisiana, colônia francesa, que Napoleão Bonaparte - devido às guerras na Europa e Antilhas, Haiti - negociou com os norte-americanos por 15 milhões de dólares (1803). A Flórida foi comprada dos espanhóis, em 1819, por cinco milhões de dólares. A Rússia vendeu o Alasca aos Estados Unidos por sete milhões de dólares.

b)
Diplomacia

A anexação de Óregon - Noroeste -, colônia inglesa, região que despertou pouco interesse até 1841, foi cedida aos americanos em 1846.

c) Guerra

O Sudoeste americano pertencia ao México. A conquista desse território ocorreu através da guerra. Em 1821, os colonos americanos passaram a colonizar esse território com autorização do governo mexicano, que exigiu-lhes a lealdade e a adoção da religião católica por parte dos pioneiros. A dificuldade encontrada pelo México na consolidação do Estado Nacional refletiu-se em conflitos internos e no estabelecimento de ditaduras, como a de Lópes de Sant'Anna. Esses fatos impediram um efetivo controle sobre essa região, outrora concedida. Dessa maneira, o Texas estava fadado a compor os Estados Unidos, o que ocorreu em 1845, quando os colonos norte-americanos ali estabelecidos declararam a independência do território em relação ao México e a sua incorporação aos Estados Unidos.

A guerra estendeu-se até 1848, quando foi assinado o Tratado de Guadalupe-Hidalgo, que estabelecia o Rio Grande como linha fronteiriça entre o México e o Texas, além da cessão da Califórnia, Arizona, Novo México, Nevada, Utah e parte do Colorado aos Estados Unidos, por 15 milhões de dólares.

Em 1853, foi completada a anexação de territórios do México com a incorporação de Gadsden. Metade do território mexicano havia sido perdida para os Estados Unidos. Lázaro Cárdenas, presidente mexicano (1934-1940), em relação ao imperialismo norte-americano comentou: "Pobre México, tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos".

d)
A guerra de extermínio contra os indígenas

As maiores vítimas da marcha para o Oeste foram os indígenas. Estes encontravam-se em estágios de pouco desenvolvimento se comparados aos astecas, maias e incas, daí sua dificuldade para resistir ao domínio e força dos brancos europeus.
Os norte-americanos acreditavam que, além de serem os predestinados por Deus a ocuparem todo o território, deveriam cumprir a missão de civilizar outros povos.

As tribos do Sul, mais desenvolvidas, proporcionaram uma resistência maior à ocupação do branco. No entanto, a única opção das tribos indígenas foi a ocupação de terras inférteis em direção ao Pacífico, até o seu extermínio. Hoje, os remanescentes desses povos vivem em reservas indígenas espalhadas pelo país.


MAPA 1

A parte rosa do mapa foram as terras que a Inglaterra cedeu aos Estados Unidos através do Tratado de Versalhes, de 1783 e que reconhecia a independência do novo país. Você seria capaz de localizar o território das 13 colônias?

Mapa 2

Abaixo, você tem, por data, todas as conquistas territoriais dos Estados Unidos. Clique no mapa e observe com riqueza de detalhes.


Esse país imenso, com uma economia forte e em pleno desenvolvimento no século XIX, contudo, ainda tinha um sério problema a resolver. Os Estados Unidos apresentavam dois modelos econômicos: os estados do norte eram industrializados e usavam mã0-de-obra livre; os estados do sul, eram agro-exportadores e escravistas. Esas diferenças seriam responsáveis por uma guerra que quase dividiu o país em dois. Mas isso fica para o outro post.